segunda-feira, 15 de abril de 2013

Voto matrimonial

Já à um bom tempo abdiquei da fé, da igreja e das crenças... quis contemplar o meu eu, alcançar o nirvana particular.
Vê na paz e no sossego individual a essência de viver e compreender as peças da vida.
Ditar os pudores e tabus das ações presentes e os sonhos da vida futura na primeira pessoa do singular...

Na arriscada impossibilidade de controlar todas as ações do tempo (re)encontrei outra fonte de paz, mais fonte de sossego e diversos novos sonhos... Abdiquei do particular pelo "NÓS".
Voltei a ter crença, guardei meus domingos e feriados [e todos os outros 365 dias], para adora-la, fiz de seus beijos minha fé e nossa existência minha religião.


Pascoa

Não desejo, não preciso de ovos de chocolate, minha pascoa é diária, renasço, me encho de vida à cada beijo, abraço sexou ou encontro com você.
Jogado em seus braços uma nova vida brota, desejos, paixões, plano... sua presença cria um novo ser, uma novo alguém na 1ª pessoa do plural.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Filme nordestino

O calor demasiado em mais um típico dia de verão, até remetia a um filme Cult de temática nordestina, as peles douradas e cintilantes compunham os corpos, e o constante vapor solar podia ser visto a olho nu

Como nos filmes de temáticas nordestinas os diálogos são um tanto breve e o ambiente caseiro é cenário... Além claro, da atmosfera sensual presente nos corpos e no oxigênio do espaço, quase um eco material das teorias longínquas do antropólogo Pernambucano. Neste espaço, nesta atmosfera (e nestes corpos) existe apenas uma protagonista, no mais feminino dos sentidos, as curvas, os cabelos úmidos, a pouca roupa e a busca pela leve brisa pela janela tomou para si todo o olhar e encanto... Faz o desconforto do calor ser esquecido e o desejo pulsante pelo amor, pelo sexo, florir nos olhos e nas poucas palavras.

Daquele ângulo, deitado e vendo todo aquele esplendor, ele desejou o mundo, a cumplicidade à dois, o amor... e uma pequena morte.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Mais uma canção


Desde aquele sábado que me tirou para dançar, desaprendi a bailar sozinho. Só sei dançar no ritmo inventado por nós. Nem sei dançar sem você, só sei dançar com você, isso é o que o amor faz... Neste jazzpunkpoplambada conduzimos a diversão da presença um do outro, os estalos dos beijos e a euforia das gargalhadas ditam o ritmo do nosso bailar... ora sensual... ora esquizofrênico. Mas sempre no mesmo compasso.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Passeio

Hoje vimos roupas que ficariam lindas em nossos futuros filhos. Encontramos o pote de macarrão perfeito para nossa futura casa. Rimos das roupas ridículas que jamais usaríamos (mas imaginamos alguns corajoso colegas com elas). Namoramos vitrines com compras futuras (ou não). Dividimos pizzas de sabores diferentes e um açaí com sorvete.
Demos muitos beijos, fizemos carinhos e cheirinhos. ficamos tristes (na verdade quase morremos) ao despedirmos um do outro dizendo: "Até amanhã".

Reelaboramos mais um dia o significado da palavra AMAR.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Verbete

Na convenção popular chamam isso de amor.
Mas o que sentimos é tão mágico que nem dá para se adequar a este verbete. Me transformarei em dicionarista em busca da melhor palavra para nós dois. Caso não encontre...

Invento (Sinto).

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

3 noites e 3 dias

Sim. Eu sei, eu sei... o tempo é uma unidade relativa. 
Tem vez que passa rápido, tem vez nem passa.
Tem vez que até mandinga faço para o dia passar logo, mas as vezes quero amarrar os ponteiros do relógio e não deixar um segundo se quer passar sem minha autorização.
Tem vez que quero dormir (ou simplesmente ficar deitadinho) para retardar e aproveitar cada instante de afago... 
... mas também tem dias que desejo dormir por 3 dias e 3 noites seguidas só para não sentir nem um segundinho de sua ausência.