Rasgando cada instante, amassando e jogando para o fundo da gaveta. Assim era Adriana, seu medo de amar, de sofre, destruía até suas mais belas poesias. Cada amor, diversas letras ao leu, um entregar explosivo, às vezes meio irracional... gostoso, recheado de sonhos. Tanto ela se fazia que quando finalmente olhava no espelho estava entregue. E como todo amar é sofrer, ela logo estava a se lamentar, logo ela se põem a pensar, se colocar em seu devido instante, no seu penar de viver num constante sonho de que tudo é possível. E de repente, não mais que de repente tropeça na sua própria verdade.
segunda-feira, 22 de março de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
7 dias....
Realmente dá pra pensar bobagens. Angustia de quem tem saudades repousa na vontade. Os minutos lentamente caminharam ate o encontro, a ansiedade parece puxar o ponteiro do relógio, quando enfim eles se fazem juntos... o mistério se desfaz no erguer dos olhos, a surpresa ¬¬¬¬¬--------------- é mais bela a moça a que vem ao encontro. Já no brilho dos olhos percebi-se o desejo do toque dos lábios, porém, tímidos um forte abraço torna-os íntimos. Todo o caminhar é recheado por uma deliciosa conversa, eles querem tocar um ao outro... a timidez é mais forte... até o instante fugaz, ousado, incontrolável, ele não resiste e rapidamente contempla teus lábios com um maravilhoso beijo. Só ele sabe o quanto aguardava aquele instante e só ele tem o prazer em relembrar aquele rosto tímido ao fim do beijo. Apenas um encontro, apenas alguns beijos e nos primeiros passos de distanciamento a ausência se tornou cativa.
sábado, 30 de janeiro de 2010
cúmplices
Parece estarem namorando, contemplando um ao outro durante todo o instante... durante o sol, expositor de sua privacidade, apenas o acariciar... Hora o beijo, Hora o afago... a espuma branca sobre a areia talvez seja um beijo, o consumo do outro dos prazeres das caricias de cada par...
Durante o anoitecer, se faz presente a privacidade deles, e as caricias se tornam pecado, mais violentas, mais agitado, um consome o outro... Areia, água... Ambas com a inicial “a”, assim como o verbo “amar”..
Em alguns dias, assim como nós, estes amantes expõem suas vergonhas em plena luz do dia revelando todos os seus pecados... Onda bate forte... Volta e bate forte... Acalma, acalma... bate forte...carrega toda areia e antes do total recolhimento devolve outra porção de areia, junto ao sal quebrando sobre a orla, a intensidade e a calmaria, a avareza e o instante de carinho de um beijo... o amor na sua mais sublime manifestação...
Durante o anoitecer, se faz presente a privacidade deles, e as caricias se tornam pecado, mais violentas, mais agitado, um consome o outro... Areia, água... Ambas com a inicial “a”, assim como o verbo “amar”..
Em alguns dias, assim como nós, estes amantes expõem suas vergonhas em plena luz do dia revelando todos os seus pecados... Onda bate forte... Volta e bate forte... Acalma, acalma... bate forte...carrega toda areia e antes do total recolhimento devolve outra porção de areia, junto ao sal quebrando sobre a orla, a intensidade e a calmaria, a avareza e o instante de carinho de um beijo... o amor na sua mais sublime manifestação...
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
sétimo andar
Extremamente cansado, corpo exausto e dolorido e nesta hora da noite, repousando em minha cama tenho a surpresa de me flagrar pensando em teu sorriso. Os dias arrancados como folhas de calendários. Expectativa e angustia transpõem cada número que me aproxima ou afasta do nosso encontro.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
entrestrelas
Já recolhido a minha cama fui abrir a cortina na tentativa de amenizar a sensação de calor. Como quem despercebido se depara olhando cores que não sabe o nome eu percebo a delicadeza e o brilho de uma noite iluminada de estrelas... e por mais que eu deseje que estes pontinhos formem teu rosto, tal contemplação não me foi permitido. O olhar e o sorriso ficou apenas no brilho desta mente. O medo e a ansiedade é o moinho da minha insana e infantil atitude de a cada minuto olhar o visor do celular em busca de algumas palavras suas ou da ligação não detectada... Tamanhas são as dúvidas dentro do meu penar que a melhor opção é mesmo repousar por completo neste travesseiro na ansiedade ao acordar ser contemplado por alguma mensagem sua ou para angustia de mais uma manha (ou tarde, quiçá um dia) de espera por ela...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Bailarina
Simplesmente inacreditável como eu me encanto com os movimentos em uma dança de uma solitária bailarina, toda delicadeza de teus passos, parece não pisar o chão a ponta dos pés cata cada pequena estrela pra sobre elas desfilar o charme de teus movimentos. Toda a elegância no modo de se portar, o exímio equilíbrio. Toda a fragilidade de teus balançar... Só mesmo a mais leve e suave tecido pode afagar o teu corpo... mãos brutas sedentas de amor podem destruir teus passos, quebrar o ritmo de uma encantadora dança. O amor a elas é tão vivos, tão presentes que o instante do flerte aos olhos... pronto está quebrado em dois...Não sabemos mais o que acompanhar... Os passos que teus pés conduzem ou o balanço estonteante do teu corpo... Pouco importa... Agora a dança é da paixão, do desejo do outro... Do intenso desejo de ser o pano a tocar a tua cintura, abraçando, te dominando, puxando pra mais próximo teu corpo e quem sabe assim os lábios tornem os atores principais deste espetáculo...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
paquetá
A felicidade transposta entre duas covinhas. O desenho dos teus lábios forma um completo sorriso no meu eu. Não sei explicar porque da euforia em cada registro em que vejo. Adoro teu sorriso, tento recordar da rua risada, em vão... Não tenho a memória privilegiada. Talvez devesse te ter neste instante, e no próximo... Talvez teu sorriso devesse não ser privilégio apenas em fotografias. Teus olhos claros devessem aos meus ir de encontro. Assim minhas infantis palavras não tomassem esta via, a privacidade de teu ouvido estaria bem próximo do balbuciar de minha boca.
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