segunda-feira, 14 de março de 2011

Bom dia 2

Acabará de acordar, lá fora estava chovendo , sentou-se na cama, cabelo bagunçado, samba-canção xadrez azul, coçou a barba e tentou abrir os pequenos olhos. Levantou-se, tomou um copo de água, escovou os dentes, lavou o rosto. Fez tudo em silêncio não queria desperta-la.
Ela continuou imóvel com os olhos entre abertos, com o cabelo esparramado sobre o travesseiro rosa. Imóvel. Não queria que ele descobri-se que ela também havia despertado. Queria ver ele de outro ângulo, queria ver sua preocupação em não acorda-la, queria ver suas tatuagens e a delicadeza com que levantava.
Queria apenaa vê-lo e não ser vista por um instante.

domingo, 13 de março de 2011

passeando

Deitados em meio a cama verde com grandes dimensões estavam deitados e olhando como os pássaros que brincavam naquela tarde. Deitaram e ficaram por lá de mãos dadas reservando os olhares: ora o céu, ora o olhar do outro.
As vezes ele achava que ela era louca, quem sem mais nem menos resolver andar em lugares antes impensados e simplesmente por lá ficar deitados por alguns momentos? As vezes ela cansava de ficar deitada e se sentava cruzando as pernas e olhava para o horizonte. Ele olhava aquele cabelo castanho com alguns pedaços de grama, sua cintura (sempre insinuaste para ele) desenhada pela camiseta cinza. Com o passar do tempo, como que lembra que tem algo a fazer, ela passa a mão no cabelo limpado da grama verde, vira e sorrir para ele. E neste momento em que ela pega em sua mão e sorrir que ele percebe o quanto era compensador todo o esforço de chegar ate ali. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

agua viva

Sempre vejo teu semblante, seja, nos corredores da universidade, seja, na cama ou em um bar. A melhor foto você repousava sobre meu ombro e eu estraguei o flagra. No meio de pessoas nos fomos os foco o objeto, o click.
Uvas verdes, jujubas coloridas, um olho verde guardados dentro de uma caixinha de surpresa, dessas que se dão em um aniversário de criança...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Insônia

O vestido verde com pouco decote logo cedeu espaço para o que ele escondia. Com apenas a luz do PC de tela entreaberta ele fora iluminado com aquela pele alva trajando um sutiã preto e calcinha branca com detalhes em preto. Estava linda, o curto cabelo cais sobre o ombro e em seguida sobre o ombro dele. A cada beijo uma peça caia, os corpos a cada beijo mais próximos, o contato, o transpiração, a respiração, todas as manifestações corporais resumidas em um breve gemido ou perda de ar ou dedos dos pés recolhidos. Um toque no rosto dela uma pegada na nuca um puxãozinho no cabelo, e um beijo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Carta ao Irmão.

Sempre tentei me fazer de forte na hora da despedida, cada vez é mais difícil segurar o choro quando vejos meus irmãos deitados e pedindo para eu ficar, ou deparar com a muralha da minha mãe em prantos.. Mas quando vejo ele o mais sentimental de todos engolindo cada lágrima. Eu ergo a cabeça beijo sua careca, e a lágrima evapora. Ou pelo menos tento.xD

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

pan pan ran ran... pan

Era mais uma das manhãs frias de julho, da frespa da janela ele conseguia ver que já era dia, não sabia bem se por medo de acorda-la ou por preguiça de sair do edredom continuou debaixo dele abraçando-a e aguardando o tempo passar. Adorava ficar assim, o joelhos em sintonia o braço sobre sua cintura e ao mesmo tempo segurando a mão dela. As vezes se sentia solitário, pois sempre acordava primeiro e aproveitava o deleito daquele momento. Olhava seu cabelo negro tomando quase todo o travesseiro, espiava debaixo do edredom só para ver ela de calcinha (começa a rir quando era daquelas de bixinhos - ele adorava essas).
Podia ficar assim a manha inteira, mas ela despertou, talvez pelo cheiro que ele deu em seu cabelo, virou-se, sorriu e disse:
-Bom dia - com olhos ainda meio entre abertos, mas disse.
Ele sorriu e deu-lhe um beijo, isso bastou.
Conversaram um pouco, abriram a janela e viram o sol lindo em meio a neblina nas montanhas mineiras.
No ato dela se levantar e abrir a janela ele não pôde deixar de reparar naquele corpo maravilho, os seios, a cintura, o pescoço... ela como quem flagra o olha, virou-se para ele e deu uma risada. Foi praticamente um consentimento. Ele levantou-se pegou aquele vinil da Billy Holiday sorriu no primeiro choro do trompete e voltou para cama, deu-lhe um beijo puxou o edredom... e só sairiam dali depois de um bom tempo, talvez quando sentissem fome ou sede, sei lá...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Confidencias

Eles adoravam colocar um colchão na sala nos finais de uma tarde de sábado, deitar lá e fingir que assistem televisão, quase sempre eles assistiam um filme, eles adoravam ir a locadora juntos, ficavam horas lá procurando e discutindo qual assistir. Ela nunca foi muito boa na cozinha e ele adorava cozinhar, ela adorava vê-lo preparar as coisas, achava lindo como ele pegava cada objeto, cada condimento, aquela paciência, aquela delicadeza.
Durante o filme ele adorava ficar observando ela. Quando ela se virava de lado apoiava a cabeça na mão, seu cabelo caia um pouco em seu rosto, ele adorava ficar observando-a, aquela pele morena, cabelo preto e aquele ar de seria, que logo, logo se desfazia quando flagrava ele a observa-la, o ar seria é trocado por um sorrisão lindo e um pouco de tímido. Aquele sábado ela usava um blusa leve listrada vermelho, preto e branco. Ele estava sem camisa, calça jeans e meia.