terça-feira, 21 de junho de 2011

Choque

Ela olhou mas não sorriu. Só olhou, rapidamente olhou, somente olhou.
Os olhos claros entraram em choque no exato momento que os meus escuros olharam pra ela. Rápido nos movimentos, eternos na percepção. Pensara ter passado toda a tarde olhando para eles, mas mesmo a velocidade dos fatos não impediram seu olhar descritivo. No choque, no calor do olhar, viu-se o cabelo castanho claro,  boca larga, rosto angular e pescoço cumprido. Ele ate quis tentar sorrir, mas no pensar se perdeu no instante e ficou com apenas com o vazio da memória de alguns instantes.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Toc Toc

Toc toc...
"Com licença..."
Que voz maravilhosa. Ao ver a porta se abrir o conjunto de folhas em mão quase vão parar no chão. Me desarmei com aquela voz, aquele cabelo preto e curto quase me fizeram deixar cair aqueles papeis... Minhas pernas fraquejaram quando entreguei a avaliação e ela passou e olhou mais uma vez, agora sim jurei que ia desmaiar. Teus olhos grandes surgirão de trás do cabelo e me encararam (talvez pelo estranhamento de um elemento novo em um mundo que era seu, ou sei lá porque.). Me recompus, até tentei voltar a leitura, mas fui acometido por aquela moça, me encantei embriaguei via só embaraço nas letras, mas era focar em seu semblante que logo via nitidamente aquela blusa verde florida, sandálias amarelas e óculos ray ban dourados.
quando te vi novamente em minha frente desejei largar mão da boa conduta e da ética profissional, pegar em sua mão e dizer: "vamos fazer algo depois... melhor vamos fazer algo agora, abandonaremos tudo e a todos agora e tomamos um café..." Mas contive, não sei se por bem ou fraqueza.
Quando voltei a viver a indecisão de leitura ou te ver, fui acometido com o que talvez fosse a visão mais encantadora que poderia conhecer numa segunda feira de noite, e entendi que não deveria nem mesmo por um momento tirar os olhos de você.
Ao ver aquele espreguiçar, aquela quebrada no pescoço ou a expressão de angústia por não entender a questão, eu entendi, eu percebi que se algum dia existir de verdade amor a primeira vista, se isso não for só mais um roteiro de filme de sábado de tarde, enfim tinha encontrado....

terça-feira, 24 de maio de 2011

Trouxe em teu sorriso o brilho do sol em meio o horizonte distante de um mar. Coisa mais bonita era ela.
Os cabelos repicados os olhos de sono e os lábios pintados... Coisa mais bonita era ela

domingo, 22 de maio de 2011

Domingo

Naquela manhã ele abriu os olhos e não queria despertar, o clima forçava-o a ficar debaixo das cobertas e a passar o restante do dia na cama. Depois de muita resistência ele levanta, e ainda na cama, sentado, empurrou a janela de madeira abrindo-a e encontrado-se com um lindo dia. Apesar do frio o sol iluminava o verde das arvores e as montanhas ao fundo, o alaranjado dos telhados e também o amarelo de seus cabelos.
Levantou-se escovou dentes e preparou um café. Segurou a caneca com as duas mãos, esfriando o café e esquentando os dedos, e fugindo do mundo voltou para sua janela.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Um sonho, um você...

7:49 - Olhar de espanto de ambos os lados.
aquela camiseta branca, a blusa xadrez lilás e rosa expunham aquele colo alvo e límpido. Após uma noite sem repousar os olhos por um instante se quer, aquele colo [aqueles seios], sintetizava aquilo que mais desejava: repousar a cabeça naqueles lindos seios e as minhas mãos aquecer naquela cintura. Por um momento quis morrer em prezar naquele tenro colo, me derramar e contorcer frente a tanta beleza conforto...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

8:23 AM.

Balançava de um lado e do outro em tom prateado e preso naquele corpo dourado, cabelo trançado estilo amazonas caia no ombro direito. Apoiando o queixo na mão esquerda (eu a observava e ela nem notava), sua boca fina além dos traços delicados de seu perfil, a camiseta colorida deixava expostos os contornos de seus ombros e evidenciavam as covas que gostaria de enterrar meus lábios, a cintura fina e lisa repousar as mãos e nos pés delicados enfeitados com esmalte nude sobrepor e esquentar os meus

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Despertador

Mãos pesadas invadem a pele, querem rasga-la, puxá-la e trazer para mais perto, possuir ter em mãos. Escondidos e entregues, num quarto de hotel da própria cidade, se escondiam ali e se faziam um, apenas um. Tentavam um se fundir ao outro, as mãos, as unhas, cravam-se na pele e as bocas rapidamente se afastavam para aquele suspiro. Escondidos não só naquele quarto, mas na cama de seus sonhos. As vezes ela o visitava em meio a noite, trazia seu encanto e sua selvageria, todos os sonhos eles se amavam e se fundiam.
-Droga-
 Já cedo ele gritava, não devia ter levantado, não queria ter sonhado. Quando será sua próxima visita? Quando ela virá com o requebrar de teu cabelo e afiadas unhas em minha cintura? Me avise... Vou viajar.