Estavam de pé. Não sei se para despistar o frio ou simplesmente pelo prazer de repousarem as cabeças sobre os ombros um do outro, mas se abraçaram. Para compensar o tamanho ela subia no meio fio. Conversavam um pouco, riam da cara um do outro, um beijo e com os olhos lacrimejados de sono ela repousa sobre seu peito ou ombro. Amenizava a espera com os afagos na nuca dela, no labirinto de teus cabelos, perdidos, lentamente caminhão pela cabeça embriagando ela de sono e a si de deleite de vê-la repousar.
Ele acenou para o ônibus, subiu a escada e ao sentar viu ela com suas roupas tons pasteis, pele alva e boca vermelha. Impossível não se recolher com tais traços, tal pintura.
segunda-feira, 21 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Bom dia 2
Acabará de acordar, lá fora estava chovendo , sentou-se na cama, cabelo bagunçado, samba-canção xadrez azul, coçou a barba e tentou abrir os pequenos olhos. Levantou-se, tomou um copo de água, escovou os dentes, lavou o rosto. Fez tudo em silêncio não queria desperta-la.
Ela continuou imóvel com os olhos entre abertos, com o cabelo esparramado sobre o travesseiro rosa. Imóvel. Não queria que ele descobri-se que ela também havia despertado. Queria ver ele de outro ângulo, queria ver sua preocupação em não acorda-la, queria ver suas tatuagens e a delicadeza com que levantava.
Queria apenaa vê-lo e não ser vista por um instante.
Ela continuou imóvel com os olhos entre abertos, com o cabelo esparramado sobre o travesseiro rosa. Imóvel. Não queria que ele descobri-se que ela também havia despertado. Queria ver ele de outro ângulo, queria ver sua preocupação em não acorda-la, queria ver suas tatuagens e a delicadeza com que levantava.
Queria apenaa vê-lo e não ser vista por um instante.
domingo, 13 de março de 2011
passeando
Deitados em meio a cama verde com grandes dimensões estavam deitados e olhando como os pássaros que brincavam naquela tarde. Deitaram e ficaram por lá de mãos dadas reservando os olhares: ora o céu, ora o olhar do outro.
As vezes ele achava que ela era louca, quem sem mais nem menos resolver andar em lugares antes impensados e simplesmente por lá ficar deitados por alguns momentos? As vezes ela cansava de ficar deitada e se sentava cruzando as pernas e olhava para o horizonte. Ele olhava aquele cabelo castanho com alguns pedaços de grama, sua cintura (sempre insinuaste para ele) desenhada pela camiseta cinza. Com o passar do tempo, como que lembra que tem algo a fazer, ela passa a mão no cabelo limpado da grama verde, vira e sorrir para ele. E neste momento em que ela pega em sua mão e sorrir que ele percebe o quanto era compensador todo o esforço de chegar ate ali.
As vezes ele achava que ela era louca, quem sem mais nem menos resolver andar em lugares antes impensados e simplesmente por lá ficar deitados por alguns momentos? As vezes ela cansava de ficar deitada e se sentava cruzando as pernas e olhava para o horizonte. Ele olhava aquele cabelo castanho com alguns pedaços de grama, sua cintura (sempre insinuaste para ele) desenhada pela camiseta cinza. Com o passar do tempo, como que lembra que tem algo a fazer, ela passa a mão no cabelo limpado da grama verde, vira e sorrir para ele. E neste momento em que ela pega em sua mão e sorrir que ele percebe o quanto era compensador todo o esforço de chegar ate ali.
sexta-feira, 11 de março de 2011
agua viva
Sempre vejo teu semblante, seja, nos corredores da universidade, seja, na cama ou em um bar. A melhor foto você repousava sobre meu ombro e eu estraguei o flagra. No meio de pessoas nos fomos os foco o objeto, o click.
Uvas verdes, jujubas coloridas, um olho verde guardados dentro de uma caixinha de surpresa, dessas que se dão em um aniversário de criança...
Uvas verdes, jujubas coloridas, um olho verde guardados dentro de uma caixinha de surpresa, dessas que se dão em um aniversário de criança...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Insônia
O vestido verde com pouco decote logo cedeu espaço para o que ele escondia. Com apenas a luz do PC de tela entreaberta ele fora iluminado com aquela pele alva trajando um sutiã preto e calcinha branca com detalhes em preto. Estava linda, o curto cabelo cais sobre o ombro e em seguida sobre o ombro dele. A cada beijo uma peça caia, os corpos a cada beijo mais próximos, o contato, o transpiração, a respiração, todas as manifestações corporais resumidas em um breve gemido ou perda de ar ou dedos dos pés recolhidos. Um toque no rosto dela uma pegada na nuca um puxãozinho no cabelo, e um beijo.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Carta ao Irmão.
Sempre tentei me fazer de forte na hora da despedida, cada vez é mais difícil segurar o choro quando vejos meus irmãos deitados e pedindo para eu ficar, ou deparar com a muralha da minha mãe em prantos.. Mas quando vejo ele o mais sentimental de todos engolindo cada lágrima. Eu ergo a cabeça beijo sua careca, e a lágrima evapora. Ou pelo menos tento.xD
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
pan pan ran ran... pan
Era mais uma das manhãs frias de julho, da frespa da janela ele conseguia ver que já era dia, não sabia bem se por medo de acorda-la ou por preguiça de sair do edredom continuou debaixo dele abraçando-a e aguardando o tempo passar. Adorava ficar assim, o joelhos em sintonia o braço sobre sua cintura e ao mesmo tempo segurando a mão dela. As vezes se sentia solitário, pois sempre acordava primeiro e aproveitava o deleito daquele momento. Olhava seu cabelo negro tomando quase todo o travesseiro, espiava debaixo do edredom só para ver ela de calcinha (começa a rir quando era daquelas de bixinhos - ele adorava essas).
Podia ficar assim a manha inteira, mas ela despertou, talvez pelo cheiro que ele deu em seu cabelo, virou-se, sorriu e disse:
-Bom dia - com olhos ainda meio entre abertos, mas disse.
Ele sorriu e deu-lhe um beijo, isso bastou.
Conversaram um pouco, abriram a janela e viram o sol lindo em meio a neblina nas montanhas mineiras.
No ato dela se levantar e abrir a janela ele não pôde deixar de reparar naquele corpo maravilho, os seios, a cintura, o pescoço... ela como quem flagra o olha, virou-se para ele e deu uma risada. Foi praticamente um consentimento. Ele levantou-se pegou aquele vinil da Billy Holiday sorriu no primeiro choro do trompete e voltou para cama, deu-lhe um beijo puxou o edredom... e só sairiam dali depois de um bom tempo, talvez quando sentissem fome ou sede, sei lá...
Podia ficar assim a manha inteira, mas ela despertou, talvez pelo cheiro que ele deu em seu cabelo, virou-se, sorriu e disse:
-Bom dia - com olhos ainda meio entre abertos, mas disse.
Ele sorriu e deu-lhe um beijo, isso bastou.
Conversaram um pouco, abriram a janela e viram o sol lindo em meio a neblina nas montanhas mineiras.
No ato dela se levantar e abrir a janela ele não pôde deixar de reparar naquele corpo maravilho, os seios, a cintura, o pescoço... ela como quem flagra o olha, virou-se para ele e deu uma risada. Foi praticamente um consentimento. Ele levantou-se pegou aquele vinil da Billy Holiday sorriu no primeiro choro do trompete e voltou para cama, deu-lhe um beijo puxou o edredom... e só sairiam dali depois de um bom tempo, talvez quando sentissem fome ou sede, sei lá...
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